POEMA: MEU DESTINO.

Parte 1 Destino.

 

Bem dentro da gaveta do escritório está meu destino. 

Pela primeira vez pude vê-lo assim tão perto. 

Em carne e osso.

destino
Imagem: Pixabay

 

Li coisas absurdas.

Demorei a acreditar. 

Para ser contra eu mesmo. 

Assim eu chego lá.

 

Não foi surpresa o estranho modo de se expressar. 

Tomou a forma de papel escrito em péssimo português. 

Que coisa, joga sujo. 

Pensava, porém, que jogava bem.

 

Engana-se quem ache que seja alguém do outro mundo. 

Ele é simplesmente a outra cara da moeda de um real em minhas mãos. 

Mas lá, naquelas letras estranhas, 

Pescadas de um baixo mundo que ninguém sabe onde fica.

Parte 2 Destino.

 

Estou hipnotizado. 

É o seu poder mortífero, 

Pois a ovelhinha me abalou como um tremor de terra. 

Só que, sob o meu poder, porém está. 

 

Gritar.

É isso que eu devia fazer.

Gritar bem alto. 

Olha pessoal, o papel digitado é meu refém. 

Coisa rara para qualquer um. 

Posso fazer o que quiser com a vítima. 

Molhar, rasgar. 

Qualquer coisa, menos deixar fugir.

 

Lembro, porém, que o papel é sujo. 

Vai me denunciar. 

O destino está sujo. 

A gaveta está suja.

A poucos centímetros da mão que não quer jogar a peste fora 

E perto também dos olhos! 

É melhor eu rasgar o papel.

 

Mas desisto.

O papel é meu retrato.

Traduzido estranhamente para o papel.

 

O destino estava nas minhas entranhas. 

A lei da árvore da ciência do bem e do mal.

Germinando como toda semente de uma árvore.

 

©Meu destino. Poema de Bomani Flávio

 

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