Muros que separam a sociedade.

POEMA: MUROS QUE SEPARAM A SOCIEDADE.

Parte 1 Mundo de muros.

Muros que separam a sociedade.

Muros que são mundo de muros.

Muitas histórias para contar.

Mas o que sobraram,

Para tão visíveis fronteiras?

Políticas de resistência,

Extremas resistência,

De pesadelo a superar.

mundo de muros
Bernauer StraBe – Imagem: Pixabay

 

Muros que, na verdade, dividem o mundo.

Muro na Cisjordânia.

Muro do México.

Muros de Ceuta e Melilla.

Muro do Chipre.

Muro da Vergonha de Lima.

Extensa lista de muros,

Que resumem o pão.

 

Há, pois, o muro e, por detrás, o pão.

Todos, por conseguinte, querem pedaço de pão.

Sem o pão, pois, ninguém vive, veste ou brinca.

 

Pedaço na mesma proporção,

Igual para todos.

No início do mundo talvez fosse assim.

Nos dias atuais não é bem assim.

Parte 2 Mundo de muros.

 

Todos querem pedaço de pão.

Mata-se pelo pão.

Esnoba-se pelo pão.

Essência que resume no problema: muro e pão.

Nos muros que separam a sociedade,

Há muitos mundos dentro dos muros.

Mas é nesse mundo de muros que vivo e sobrevivo.

Talvez uma nova Torre de Babel reunifique o pão.

Na mesma proporção.

Partes iguais para todos.

O grande problema já não estará nos muros,

Mas no pequeno, muito pequeno, coração,

Que gosta demasiadamente de sonhar.

 

 

Brasília, DF, Brasil, em 03 de junho de 2018.

 

Muros que separam a sociedade. Poema de Bomani Flávio. 

 

 

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