Filho da puta, o medo da morte. Como superar?

POEMA: FILHO DA PUTA, O MEDO DA MORTE. COMO SUPERAR?

Parte 1. Medo da morte.

Filho da puta, o medo da morte.

Estou andando há tempo sem norte.

Tenho vivido muito assustado,

Por causa do medo da morte.

Medo dessa espécie exauri a mente,

Mesmo de quem se ache forte.

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Imagem: Pixabay

 

Exaurimento que não se sabe como vem.

Se ficasse apenas no instinto,

Tudo ficaria bem.

 

Mas o medo da morte às vezes supera o instinto.

Vulnerabilidade que deixa o ser do meu ser assustado,

Mesmo eu vendo o sol no amanhecer.

Prazer que, ao longo do dia, não vai fenecer.

Apesar do assombro do medo da morte,

O que mais quero, afinal, é viver.

 

Viver e viver com a ajuda do rivoltril.

Ansiolítico que consumo para me tranquilizar.

Isso não pode ser apenas instinto!

 

O medo da morte é um complexo labirinto.

Mas o que será a morte para tanto medo?

Ser invisível que não se ver.

Existência que não se questiona.

A vida oferece sonhos.

A danadinha brinca de tirá-los.

 

Bem sei que não sei.

A morte é um bem,

Simplesmente um bem,

Rejeitada por cem.

Mas quando gera receita,

Quem aplaude essa tremenda filha da puta?

 

Mas o que será a morte?

Bem sei o que sei.

Melhor resposta vem do rato,

Que vira espécie de brinquedo.

Objeto que se transforma em comida.

 

A presa sabe quem é o predador.

O corpo treme.

Sente calafrios.

Fica paralisado.

O rato sabe porque sabe.

O instinto do medo.

Porém há aqueles que nada sabe.

Parte 2. Medo da morte.

Mas a morte é bem maior do que um gato.

Ela é do tamanho do universo.

Para matar usa qualquer artefato,

Inclusive o próprio gato.

 

Ela adora a vida no anonimato,

Mas também adora usar qualquer artefato.

Se a morte é do tamanho do universo,

Eu queria ser um multiverso.

Assim seria maior do que a morte.

Não teria medo,

Nem estralos no pescoço.

 

Andando nesta rua que ficou de repente tão solitária,

O que mais quero é viver.

 

Filho da puta, o medo da morte.

Embora pareça o maior ser do universo,

Assume a forma de qualquer objeto.

Como aquela caixa do rivoltril,

Guardada no armário.

Se eu me livrar do ansiolítico,

E se eu conseguir,

Talvez eu deixe de ser tão raquítico.

Eu me tornaria maior do que o medo da morte? I

 

Filho da puta o medo da morte. Como superar? Poema de Bomani Flávio.
 

Brasília, DF, Brasil, em 09 de agosto de 2018.

 

 

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