Coitado, meu nariz quer ser o dono do mundo.

POEMA: MEU NARIZ QUER ME CONTROLAR.

Parte 1 Dono do mundo.

Estão me dizendo que sou dono do mundo.

Estão me dizendo que sou dono do meu nariz.

Tanta bajulação tem nome e sobrenome.

São os conselheiros das vinte e quatro horas,

Que estão dentro do meu nariz.

conselheiro
Imagem: Pixabay

 

Como pode habitar conselheiros,

Dentro do meu pequeno nariz?

 

Isso é revelação de assustar.

Alguém pode achar que estou ficando doido.

Então eu não posso a ninguém contar.

 

O que eu posso contar é que tenho um nariz.

Vou no espelho do banheiro.

Toco no meu pequeno olfato.

Como sempre, ele continua lá.

Tenho muita consideração pelo meu nariz.

 

Mas porque os conselheiro habitam lá,

Isso é para a ciência do futuro.

Porque a ciência do presente fala que é o cérebro.

Disso eu sei,

Pois é o cérebro que comanda o ser do meu ser.

 

Então ouço o refrão do hino novamente.

Estão me dizendo que sou dono do mundo.

Estão me dizendo que sou dono do meu nariz.

Haja tantos conselheiros,

Dentro do meu pequeno nariz.

 

Conselheiros das vinte e quatro horas,

Que foram morar dentro do meu nariz.

Como posso ser dono do mundo,

Se sequer sou dono do meu nariz?

Parte 2 Dono do mundo.

Os conselheiros estão errados.

Como posso ser dono do mundo?

Talvez seja meu nariz empinado,

Encucando muitas e muitas asneiras

Dentro do meu insatisfeito ego.

 

Nariz que cheira.

Nariz que sente.

Agora nariz que comanda.

 

Ouço o hino novamente.

Estão me dizendo que sou dono do mundo.

Estão me dizendo que sou dono do meu nariz.

 

Então resta-me ir descansar dentro de uma rede de balançar.

Olhar para o céu estrelado.

São tantas estrelas no céu.

Cada estrela é um sonho.

Quanto mais se sonha,

Mais o céu fica estrelado,

Quanto menos se sonha,

Mais o céu fica nublado.

Ciência que ninguém consegue explicar.

 

Talvez assim eu consiga andar por mares nunca dantes navegados.

Porque os mares em que estou têm muitos legados.

Casa de aluguel que não vira propriedade.

Amortização de dívida que nunca acaba.

Adiamento de viagem para lugares quentes e que tenha água.

 

Será por isso que tenho tantos conselheiros,

Dentro do meu nariz?

Estão me dizendo que sou dono do mundo.

Estão me dizendo que sou dono do meu nariz.

Tanta bajulação tem nome e sobrenome.

São os conselheiros das vinte e quatro horas,

Que estão dentro do meu nariz.

 

Brasília, DF, em 06 de outubro de 2018.

 

Meu nariz quer me controlar. Poema de Bomani Flávio.

 

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