A ansiedade transbordou da palma da minha mão.

POEMA: A ANSIEDADE TRANSBORDOU DA PALMA DA MINHA MÃO.

Parte 1 Ansiedade.

A ansiedade transbordou da palma da minha mão.

Até dias atrás, porém, não valia um tostão,

Pois cabia na palma da mão.

De tanto não valer nada,

Encheu e transbordou para fora da minha mão.

Enganou meu coração.

Roubou meu cheiro.

Agora vale um baita tostão.

ansiedade
Imagem: Pixabay

 

Quase tudo que transborda,

Para fora da mão,

Se não for para o lixo,

Tende a virar um baita tostão.

 

Mas a fortuna não tem mirado meu bolso.

Tem ido para as milhares de empresas,

Que fabricam a medicação.

 

Agora vivo acuado de montão.

Perdi o controle das coisas,

Que eu exercitava,

Por meio da palma da mão.

 

Quando isso ocorre,

O ser fica vulnerável.

Semelhante a uma sílaba estranha,

Perdida na frase, sem contexto e sem razão.

Sujeita à tesourada,

Do exigente professor de português.

 

A ansiedade transbordou da palma da minha mão.

Então resta eu reerguer meu coração,

Sem os conselhos da emoção.

O problema é que esta não gosta de ficar na palma da mão,

Nem gosta do cheiro que venha da razão.

 

Brasília, 07 de março de 2019.

 

A ansiedade transbordou da palma da minha mão. Poema de Bomani Flávio.

 

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