Meu eu é um ser extraterrestre.

POEMA: Meu eu é um ser extraterrestre.

Parte 1 extraterrestre

.

Meu eu é um ser extraterrestre.

Assim como os demais eu,

Nada tem de terrestre.

Aliás, se fosse terrestre,

Seria enterrado com o corpo,

Que na terra fenece.

extraterrestre
Imagem: Pixabay

 

Pois, na radiosa e triste vida,

Somente enterra o que se ver.

Se o corpo na terra fenece,

Será que o eu, em algum lugar, permanece?

Ou será que evapora como a fumaça,

Que não deixa rastro, após diluída,

Já que esvanece?

 

O eu é, pois, um ser extraterrestre.

Quando fenece,

Vai para o outro lado da vida.

Ou então, por deboche da vida, vira um ET,

Para enlouquecer a ciência,

No paradoxo de Farmi.

 

Aliás, parece que tudo na vida vira paradoxo.

Se eu amar, tem que amar para sempre.

Se nasce, tem que morrer.

Se odeia, por que não voltar a amar?

Se há outros universos,

Por que, havendo terras, não habitaria a vida?

 

São os paradoxos que melhoram a vida,

Instigam a mente, de quem quer a verdade.

 

Mas meu complicado eu um dia vai sumir.

Talvez nunca saiba a verdade das origens.

Por meio da seguinte dualidade.

A vida está do lado de cá.

Do outro lado, a morte.

 

Talvez, por isso, haja um novo renascer.

Como a lagarta no casulo.

Preparação para outra beleza:

Tornar-se borboleta.

 

Brasília, DF, em 27 de março de 2019.

 

Meu eu é um ser extraterrestre. Poema de Bomani Flávio. 

 

Clique aqui para curtir a página no facebook

Clique aqui para curtir a página no instagram

 

 

Texto de inspiração:

Fonte:https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2019/03/25/cientistas-debatem-por-que-os-extraterrestres-nao-respondem-a-terra.htm

 

Fechar Menu
%d blogueiros gostam disto: