Uma ave de rapina em meu quintal.

POEMA: UMA CARCARÁ EM MEU QUINTAL.

Parte 1 Ave de rapina.

 

De novo aquela ave de rapina.

Exuberante animal da campina.

Tem preferido o pináculo da casa vizinha,

Para avistar meu quintal.

Vai embora, ave de rapina!

Vai embora, Carcará!

Aqui é o meu quintal.

ave de rapina

Imagem: Pixabay

 

Por que eu precisaria de mais um vizinho?

Meus vizinhos são o ronco dos motores,

O barulho intenso das festas,

Que vem das casas vizinhas.

Um oi, bom dia ou boa noite,

Constante e repetitivo,

Quando se cruza na rua.

 

Estes são meus vizinhos.

Distantes como os planetas.

Mas têm seu dia de reencontro.

Por exemplo, quando um muro vizinho cai.

 

Então vai embora, ave de rapina!

Vai embora, Carcará!

Não venha pegar as minhas galinhas,

Para levá-las para o seu ninho.

 

Contato que volte e passei no meu quintal,

Pode pegar minhas galinhas,

Por dias, anos e noites.

Porém tem que sair do pináculo da casa vizinha,

Para deixar de espiar meu quintal.

Melhor ave de rapina do que um drone espião sobrevoando o quintal.

 

Brasília, 21 de abril de 2019.

 

Carcará, uma ave de rapina em meu quintal. Poema de Bomani Flávio.

 

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Olhar de cachorro.

Teoria do ovo: o viver por dentro e o viver por fora.

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