Se estiver sem energia, vá para Kizur.

   POEMA: SE ESTIVER SEM ENERGIA, VÁ PARA KIZUR.

Sexta-feira, 27/09/2019. Dia começa com surpreendente relato de ex-procurador-geral

sobre tentativa contra ministro da suprema corte. (*) O que será que há por trás das vontades?

Parte 1 A energia.

 

Vá para o topo do Kizur,

A montanha da vida.

Se estiver sem energia,

Para um novo amanhã,

Não esqueça de Kizur,

Para sarar a ferida.

Mas somente se for para aquela dor

Que não cura de noite,

Nem de dia.

Energia
Imagem: Pixabay

 

Corra para Kizur,

Onde o dia sempre vira sol,

A noite sempre vira lua.

Talvez assim consiga a harmonia,

De que tanto busca e precisa.

 

Pois Kizur trabalha com ferida,

Daquelas que impedem qualquer corrida.

Dor que perturba como pimenta,

Machuca que nem ferro quente,

Mas ninguém vê,

A não ser o próprio ser,

Que chora e demasiadamente sente.

Ferida assim trabalha com a noite e o dia,

Em vaivém para acabar com a harmonia.

 

A bendita harmonia

Que pode não haver,

Durante o ano ou meses,

Semanas ou dias.

Tudo para confundir o desorientado ser,

Que antes regia-se por acordes e melodia.

 

Portanto, em tempos de vulnerabilidade,

Ninguém merece ser formiga,

De forma a carregar o mundo,

Não nas costas, mas na barriga.

 

Parte 2 A energia.

 

Caso o ser não se recomponha,

Da ferida que abate a harmonia,

Estranhos fungos o tragarão.

O ser não pode, ainda vivo, se decompor,

Poque não é zumbi,

Quem se decompõe andando, vendo e cheirando.

 

 

Então corra para o topo do Kizur,

A montanha da energia.

Templo do desapego aos amores,

Das riquezas ou dos devaneios.

Montanha mais alta do que o Everest,

Quase dez vezes mais alta,

Porém acessível a qualquer um.

 

Mas caso não queira ir para o topo do Kizur,

Chegue ao menos até ao acesso.

Tente colocar os dois pés.

Quem sabe assim sinta que a vida tem montanhas,

De graus e tamanhos diferentes,

Mas talvez não seja para qualquer um.

 

Brasília, DF, em 27 de setembro de 2019.

 

 

Se estiver sem energia, vai para Kizur. Poema de Bomani Flávio.

 

(*) Fonte da informação disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/09/janot-diz-que-cogitou-matar-gilmar-mendes-dentro-do-supremo-quando-era-pgr.shtml Acesso em: 27/09/2019.

 

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