Escola da desordem.

POEMA: ESCOLA DA DESORDEM.

 

Parte 1 Escola da desordem.

 

 

Na escola da desordem,

Somente há uma missão:

Acabar com a ordem,

Que existe no coração.

Desordem que começa nos olhos,

Na voz, nos pés ou nas mãos.

Se tocar no proibido,

Logo surgirá a escola da desordem,

Para bagunçar o organizado coração.

escola da desordem
Imagem: Pixabay

 

Então não deixe o proibido

Tomar conta do coração.

O proibido destruirá a ordem,

Porque confundirá a razão.

 

Pois na escola da desordem

Tudo começa no coração.

O proibido é a árvore do bem e do mal,

Bem no centro do jardim do coração.

 

Será por isso que não consigo destruir a desordem,

Que tomou conta do meu coração?

O proibido cresce como fogo,

Com o objetivo de embaralhar a razão.

 

Que fórmula agora vou usar,

Para voltar a razão?

Estou sempre repetindo o proibido.

A cada dia um tijolo a mais.

Insumo que, infelizmente, vai afastando a razão.

 

Talvez destruindo a árvore do mal,

Que tomou conta do coração.

Mas onde estará a árvore do mal,

Se somente tenho os olhos,

A boca, os pés ou as mãos?

 

Ora, afastando estes conselheiros

De pronta resposta,

Que sempre enganam o coração.

 

Mas se o proibido infestar a floresta deliberadamente,

Resta ao ser desfrutar da paz,

Que mora nas nuvens.

Fórmula que não tem como recuperar a razão.

Mas não a que vem do chão,

Oriunda do contato com a terra da razão.

 

 

Brasília, 14 de outubro de 2019.

 

 

Escola da desordem. Poema de Bomani Flávio.

 

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